Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Um pouco da minha experiência...

Olá a todas :)

Inicialmente, sempre que pronunciava a palavra estágio, a ansiedade e nervosismo apoderavam-se de mim. O facto de ser uma turma do primeiro ano desde o início nos preocupou porque (geralmente) as crianças não sabem ler nem escrever e sempre estivemos cientes que a tarefa seria de uma enorme responsabilidade. Ensinar uma criança a ler e escrever para mim é um ato de coragem na medida em que os professores tentam encontrar as melhores estratégias para tais aquisições, estratégias estas, que devem ser bem planeadas e ajustadas à turma que têm em mãos. Sendo assim, um bom leitor, falante e aquele que é capaz de se exprimir bem através da escrita, tem o seu ponto de partida já na educação pré-escolar mas essencialmente no 1º ciclo. 

A relação de cumplicidade que se cria entre professora-aluno constrói-se ao longo do tempo e o curto período de estágio que temos não nos permite tudo isso mas gostaria de alguma forma marcar a vida destas crianças e que, olhando para trás, pensem que as estagiárias que os acompanharam no início “eram fixes, divertidas”. (passo a expressão). Não podemos ter medo de ser divertidas com eles porque uma atitude mais sisuda não marca a vida de ninguém. As crianças necessitam de sorrisos, de “cor”, de alegria e boa disposição. Atualmente é isso que temos em mente quando iniciamos cada intervenção e temos vindo a comprovar que resulta. As crianças estão mais próximas de nós, sentem que somos realmente as professoras delas e que podem dizer o que pensam mesmo que pareça despropositado. Tentamos nunca inibi-las para que não percam a sua capacidade de questionamento e visão crítica dos factos. 

Numa aula o brincar pode estar presente e no semestre anterior o nosso foco foi esse. Quando bem planeado e justificado, o brincar é um grande potenciador de aprendizagem e enriquecimento pessoal. Perante isto, nas semanas que se seguiram, o jogo foi o mecanismo utilizado. Através de toda a ludicidade própria do jogo fomos capazes de planificar uma aula mais dinâmica, alegre, com uma postura mais descontraída. É comum ouvirmos dizer que com a prática as pessoas aprendem mais facilmente, e optámos precisamente por essa via. Não há nada melhor do que experienciar/praticar algo. As aulas expositivas são importantes, mas quando as faixas etárias são menores, este método deixa de fazer sentido porque as crianças aprendem por imitação e experimentação. Quando o contrário acontece, os níveis de implicação e bem-estar estão muito baixos porque falta o elemento motivador.

O meu desejo é fazer o melhor trabalho possível e transmitir às crianças tudo aquilo que sei e que elas me transmitam tudo aquilo que sabem. Tudo é um dar e receber, e as crianças têm tanto para nos ensinar, sobretudo a espontaneidade para que não sejamos tão formatados e sérios. 

 Espero que continuem com o vosso ótimo tarbalho e que de alguma forma vos tenha ajudado com esta minha reflexão :)

Beijinhos 

Joana 

  




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